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sábado, 1 de janeiro de 2011

Desafio de Bolinho

Bem, como Boinhu postou no blog dela aqui, ela me desafiou a escrever um texto com os itens que ela listou ali. Então, embora eu tenha terminado no mesmo dia, só lembrei de postar agora. Aqui está, enjoyem XDDDDD

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Eu olhei pela janela do meu apartamento, observando as luzes de Tóquio, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, tão abundantes quanto a chuva lá fora. De repente o mundo desabou ao seu redor, embora o chão ainda estivesse ali, era como se ele fosse imaterial. A dor era simplesmente muito grande.
Como a vida podia continuar? Desde sempre Takeshi esteve ali, ao seu lado. Ele sempre fora seu apoio emocional, mesmo que nem sempre eu tenha percebido isso. Desde pequeno ele foi seu melhor amigo, aquele a quem podia confiar seu coração. Chorava com ele, ria com ele, passava todo seu tempo com ele. O tempo passou e nós crescemos, agora no ginasial, Takeshi também sempre ao meu lado. Ele me animou quando tomei meu primeiro fora, e também me ajudou a conquistar o garoto que eu gostava. Mas no colegial ele se declarou para mim. Fiquei em choque, foi como se tivesse perdido parte do chão. Achei que eu tinha começado a odiá-lo por esse golpe, mas na verdade era o oposto, eu realmente o amava, e não percebia.
E mesmo assim Takeshi estava lá me esperando, mesmo depois de todo o tempo que eu tinha sido fria com ele, que eu tinha rejeitado seus sentimentos. Ele me recebeu com um sorriso afetuoso e me abraçou. Me beijou e me fez feliz.
Meu celular tocou, me tirando do mundo de memórias. Descontrolada atirei-o pela janela, como se quisesse acertar a lua com ele. Mas simplesmente perdeu-se na escuridão. Nem havia lua! As nuvens simplesmente cobriam-na, assim como cobriam meu coração, revoltado pela perda. Eu estava perdida no meu mundo, não tinha direção. Nada parecia certo, sem Takeshi ali só havia o caos, a desordem. Lembrei da primavera em que ele me pediu em casamento, há menos de um ano! Eu bebia um chá doce de limão, sentada e olhando as cerejeiras, e ele me surpreendeu. Não havia porque recusar, Takeshi era meu mundo. Agora nada importava. O casamento estava marcado para daqui há um mês.
Desesperada me levantei e peguei meus rascunhos, parte de um livro que pretendia lançar e rasguei em pedaços bem pequenos. Não queria mais nada.
Nada mais existia agora que Takeshi morrera.
Só o desespero.

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