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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Adrian e Anna - Epílogo

Finalmente né? Desculpem pela demora, mas é que o grande vazio tinha baixado na minha cabeça... Mas agora aqui está, espero que gostem!


Adrian e Anna - Epílogo


Nunca descobri se ele recebeu alta ou se morreu. Quando perguntei por ele na recepção não sabiam ou não quiseram me informar.
Prefiro acreditar que ele está por aí, aproveitando o resto de sua vida. Isso também me dava forças para continuar. Eu nunca jogaria minha vida fora enquanto existissem pessoas como ele, que querem sobreviver a qualquer custo.
Essa seria minha homenagem a ele, o professor que em pouquíssimo tempo, me ensinou mais do que todos os outros que na escola tiveram anos!
E daquele dia até hoje, eu não tinha visto Anna.

Eu estava voltando tarde do meu trabalho, passando pela mesma ponte onde a vi pela primeira vez, e lá estava ela, parecendo uma estátua branca de pé sobre a amurada. Braços abertos como se abraçasse a morte que vinha aos poucos se aproximando.
Ela ia pular.



Sempre as escolhas erradas.
Sempre a dor primeiro.
Mas não mais. Não vou sentir mais dor.
E pulou.



Mas eu nunca ia deixá-la cair.
Ela era meu mundo ainda. Meu amor. Não importa os anos que se passaram desde a última vez que a tinha visto, isso era amar.
-Você me deve uma por ter me machucado tanto, não pode morrer ainda. Agora é hora de curar um pouco dessa dor, em vez de torná-la maior ainda. - eu disse, para ela, que não parecia acreditar naquilo.
Bem, era uma cena um tanto irreal mesmo. Eu segurava as pernas dela, enquanto ela estava de cabeça para baixo, pendurada, quase caindo para a escuridão.
Aproveitei para puxá-la para cima, antes que ela fizesse a loucura de tentar se debater. Quando consegui, ela deixou o corpo mole, desabando encostada na amurada da ponte.
-Oi. - falei então.
Ela virou o rosto e começou a chorar, e tenho que admitir que ficou linda assim.
Abracei-a.
No início ela resistiu, mas depois de um tempo desistiu e chorou de verdade, um choro alto e molhado, que expurgava sua alma.
Ficamos ali abraçados, por bastante tempo, e então, levei-a para minha casa. Ela chorou a noite inteira em meus braços, e eu fiquei ao seu lado.
Para sempre.
E sempre.
Não vivemos felizes por toda a eternidade, tivemos nossas brigas e desentendimentos, mas nos amamos por todo esse tempo.

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