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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Adrian e Anna - pt4

Antes do texto em si, foi mal Nina, mas ainda não vai ser dessa vez que o "capítulo" vai ser grande =P, eu até tentei, mas simplesmente não era a hora. Mas vou fazer uma força pra ver se o próximo sai grande XDDDDDDDDDd
Então, aqui vai.

Adrian e Anna - pt4

Hmm, o que eu vi de interessante naquele cara que parecia ser o típico riquinho que reclama de barriga cheia, o tipo de gente que mais odeio?
Nem eu sabia.
Mas acho que senti nele algo mais profundo do que em qualquer pessoa que eu já havia visto. Um ar melancólico que ao mesmo tempo que pedia ajuda, parecia querer ser deixado para afundar cada vez mais no desespero. Faz sentido?
Fazendo ou não, eu ainda me sentia atraída por ele.
Queria ir cada vez mais fundo no coração, ver cada pedaço da alma dele. Queria saber por que ele buscava a escuridão da qual eu estava tão desesperada para fugir.
Olhei para cima enquanto os primeiros raios de luz entravam por entre as cortinas mal fechadas, e ele se virava ao meu lado, ainda dormindo. O teto branco parecia tão calmante. Como se nada mais nesse mundo pudesse me alcançar, nem me ferir. O único que me alcançaria seria ele, com seus braços grandes e cuidadosos, como se tocassem em uma boneca antiga e preciosa.
No fim das contas talvez fosse ele ali do meu lado que me acalmasse.
Essa presença que parecia precisar tanto de mim, um ser mais desesperado que eu, mas que mesmo assim conseguia amar outra pessoa como fez ontem...


Ela parecia tão em paz.
Acho que ainda não tinha percebido que eu estava acordado, por isso não falei anda.
A coberta cobria sua cintura, enquanto ela sentava para olhar os arredores, como se tentasse se lembrar onde estava.
Ela estava linda assim, com a pele clara iluminada pela luz fraca do sol matinal.
-Bom dia. - eu disse finalmente.
-Hmm... - ela respondeu.
Ficamos nos olhando por um tempo, até que ela se levantou, catando as roupas do chão. Eu fiquei parado observando, enquanto ela se vestia, e andava até a porta. Eu queria dizer alguma coisa, falar para ela ficar, mas nada saía da minha boca.
Olhei para o vazio do meu teto, sem graça como sempre, enquanto ouvia o barulho da porta se fechando, me trancando aqui dentro com toda a minha solidão, e levando embora a única que quase me livrou da dor que eu sentia.
Será que algum dia eu iria revê-la?
Será que Anna voltaria a entrar na minha vida?


Ele não falou nada enquanto eu saía.
Talvez eu não tivesse significo tudo o que ele significou para mim. Me senti mal por esperar alguma coisa depois de só uma noite...


Ela saiu sem dizer nada.
No fim das contas eu era só mais um cara, como qualquer outro no mundo.
Nada de mais.
Nada de menos.

Um comentário:

  1. Guigs, mal a demora! Ah, mas já foi um pouquinho maior que o outro! E ficou lindo :) estou amando! mal posso esperar por mais *-* estou morrendo de saudades, um beijo gande :*

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